domingo, 6 de dezembro de 2009

Serra Talhada

Sertão de talhadas serras
Dentro de mim é teu chão
Lembranças que guardas e que encerras
Talhadas em meu coração

Sertão talhasse essas terras
Marcando assim o meu viver
Aonde eu for vais comigo
E aonde eu for és meu ser

Talhasse serras douradas
Que embaçam a minha visão
No rastro das tuas toadas
de sol, de luar e sertão
George Arribas
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Meus Olhos

Meus olhos aquietam a minha alma
Despindo-me por onde vou
Infantes vão entre as calles
Incautos por entre a dor

Meus olhos e minhas lembranças
Bordados de mundos que eu vi
Porções preciosas de tempo
Que em tantos portos perdi

Segui olhos cegos e insanos
Presas tão fáceis dos meus
Cruéis servis dos enganos
Nas armadilhas do adeus
George Arribas

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Moinhos...

Partindo ágil a criativa pena...
Encena a régia sorte fria da quimera
Deslizando suave vai e encontra a primavera
Ouvindo a lua entardecendo uma canção

O coração reflete a luz que abriga a ansiosa espera...
Revela ao dia o que a noite não revela
Entre os ventos e moinhos da razão
George Arribas
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Dona da Aldeia


Vejo sinais além do cais...
Como quintais a mais na areia
Velando velas zenitais
Que atroz voraz o vento ateia

Por entre umbrais escuto os ais
Dos frios punhais que a dor golpeia
Em profundezas abissais
Dona demais da minha aldeia
George Arribas
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Minhas Calçadas


Volto as minhas instâncias juntando pedaços de mim
como quem volta às lembranças guardadas até o fim.
Marcas manchadas de tempo pelas calçadas lancei
imagens demais preciosas pelas distâncias que andei...

E ainda que bem fizesse no entardecer da idade
a minha prima vontade, querendo o que mais queria...

Eu beberia saudade na taça da eternidade
sabendo que a mocidade com o vento então voaria...
E acordaria mais tarde ouvindo meu grito covarde
no tempo da dor tardia...
George Arribas
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Amigos e Poetas

Quando verdadeiros,
amigos e poetas são raros e valiosos

Amigos tornam-se amigos apesar das semelhanças e diferenças

pensamentos e ideais...

Amigos tornam-se amigos pela liga invisível e indivisível do amor.
Poetas emolduram com palavras o quadro da vida,
eternizando a tela efêmera da existência humana.

Poetas e amigos são vértices que se unem para conjugar 

os versos da emoção do existir no modo presente,  futuro
e eternamente...
George Arribas

sábado, 25 de julho de 2009

Poema do Engano



Que poema é esse que se escreveu em mim,
 riscando em mim o sentimento meu...
Cruzando o meu entendimento e assim
me decompondo diante do que nunca leu

Que poema é esse que se esqueceu em mim,
que esqueceu do fim e que partiu ateu...
Poema meu que me ardeu em mim
encruzilhando em mim, me reescrevendo seu

Poema meu que me enganou de mim...

George Arribas
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Boneca de Pano

E eu te vestia e te montava nos meus planos
Tu permitias a desvalida estupidez
De insensatez te costurei pelos meus anos
Traçando enganos em versos insanos meus - talvez...

E eu te seguia e tu me vias sem teus panos
Que desfilavam insistindo a tua tez
Como freguês da dor talvez eu te rasgava
Me premiando como um engano teu sem vez
George Arribas
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domingo, 28 de junho de 2009

Continuarei...

Como um mote contínuo...

Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança...
Continuarei a amar, ainda que todos destilem ódio...
Continuarei a construir, ainda que os outros tudo destruam...
Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de muitas guerras...

Continuarei como luz, mesmo que tudo se faça escuridão...
Continuarei a semear, ainda que todos pisem na colheita...
E continuarei a gritar, ainda que todos se calem, para desenhar sorrisos nas faces
marcadas pelas lágrimas da agonia.

E transmitirei alívio, aonde quer que eu veja a dor...
E oferecerei motivos de alegria, mesmo que só existam razões para tristeza...
Convidarei a caminhar todos aqueles que já decidiram sair da caminhada...
E levantarei os braços daqueles que já exaustos da vida que se sentirem...

Continuarei assim...
- Porque sei que no meio da desolação sempre haverá alguém que olhará esperançada, querendo algo de mim...
- Porque sei que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto, crescerá uma planta forte como o vento e bela como a manhã...
- Porque sei que sempre haverá um pássaro que irá cantar, uma criança que irá sorrir e uma borboleta que brindará a beleza da liberdade com a sua presença...

Porém...
Se algum dia vires que eu já não caminho ou não sorrio mais como antes...
Se algum dia vires que diante das coisas eu simplesmente olho e calo - aproxima-te de mim apenas.
Saber da tua presença fará sorrir a minha alma...
Dá-me um beijo, um abraço e oferece-me um sorriso, isso será o bastante, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.
Mas um gesto teu...
Um gesto teu será suficiente para me levar de volta ao meu caminho...
Disso tu nunca esqueças!
George Arribas
(texto adaptado)
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sábado, 20 de junho de 2009

Morrer é Preciso



Ao contrário do que pensou e cantou o poeta Antonio Maria, navegar é preciso - morrer também é preciso.
Nós ligamos a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um grande erro.
Existem outros tipos de morte e para que possamos viver é preciso que muitas mortes ocorram diariamente.
A morte é uma transformação!
Sem a morte da semente é impossível existir a planta.
De igual forma impossível o embrião existir sem a morte do óvulo e do esperma.
E o que dizer da borboleta sem a morte da lagarta?
A morte é o ponto de partida para o início de algo novo - a fronteira definitiva entre duas realidades - passado e futuro.

Quer ter um bom relacionamento?
Mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Que morra a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo, aproveite e mate também a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.
O processo de evolução existencial exige que à medida do crescimento interior haja o esvaziamento e morte do "eu" passado – foi o que ensinou Jesus de Nazaré – é preciso que o homem esvazie-se de si mesmo.
E qual o risco que se corre agindo diferente?
O risco é imaginar ser possível ‘viver’ duas pessoas simultaneamente.
Muitos ficam estagnados e não evoluem. porque permanecem presos a coisas e fatos passados e não se projetam e não projetam coisas para o que serão ou desejam ser. Muitas pessoas são profundamente infelizes porque vivem algemadas ao calendário, vivem trazendo o passado para o presente inviabilizando o futuro.

Muitos querem uma nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam e então acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, tornam-se adultos profundamente infantilizados.

Existe uma criança dentro de nós e a grande virtude é amadurecer, mantendo as virtudes dessa criança.
Podemos e precisamos agir com a pureza e a docilidade da criança porque são imprescindíveis para a saúde mental; a brincadeira, o sorriso fácil, a vitalidade, a criatividade, a tolerância, a desimportância da razão em relação do ser feliz.
Ser adulto é deixar morrer os arroubos emocionais juvenis, sem arranhar a criança que enche a vida de vida e se manifesta na incandescente alegria dos olhos - janelas d´ alma.
O próprio Deus em Cristo Jesus assegura que se os teus olhos forem bons que grande luz emanará de teu corpo !

Para ser alguém melhor é preciso que muitas mortes aconteçam!
Para ser um melhor pai/ mãe, amigo/amiga, irmão/irmã, mestre, governante, cidadão/cidadã, sacerdote/líder – é preciso que morra o velho egocêntrico egoísta, que maquia e mascara as relações interpessoais.
Nunca somos o que dizemos e nunca dizemos o que somos.
É preciso que morra o impostor que vive em nós, porque o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem.
Assim, seja a nossa ‘língua’ como a pena de um habilidoso escritor e que nossa linguagem seja sim sim e não não – porque o que passa disso vem do maligno!
O renascer em Cristo é isso - encontrá-lo e seguí-lo, deixando morrer o velho homem para o mundo.
Essa é a morte que gera vida em abundância.
Pense sempre que hoje é só o começo de tudo e que o algo errado ainda está em tempo de ser mudado.
O resto de nossas vidas, de certa forma, ainda está em nossas mãos!
George Arribas
(textos adptados)
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terça-feira, 26 de maio de 2009

Ser poeta é...

video

Alma Perfumada

"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta,
de sol quando acorda, de flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro e a vida fica com a cara
que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus,
de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem
e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa
e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser abril, mas parece manhã de Natal
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus
acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.

Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.

Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro e que a atração
que realmente nos move não passa só pelo corpo,
corre em outra veia e pulsa em outro lugar.

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante
em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado e a gente ri grande
que nem menino arteiro.

Tem gente, COMO VOCÊ,
que nem percebe como tem a alma perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus. "

***
O poema e a música do vídeo forma presentes
que eu recebi de pessoas que têm a alma perfumada,
com o mesmo aroma de Deus !
É bom saber que elas estão sempre ao lado,
porqque sem elas o meu mundo ficaria um tanto sem graça.
..
George Arribas
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

João e Maria


Caminhas comigo no ventre,

Te vejo em minhas visões

De amor fecundo e pungente

Em mim batem dois corações


Que pulsarão para sempre

Com a face do amor que querias

No instante de tua semente

Até o final dos meus dias


E quando chegares chorando,

Abrindo as janelas do mundo

Sentindo o amor te tocando

Tão doce, singelo e profundo


Sentirás que a ti eu pertenço

Que pertences a minha alegria

Que és tudo o que eu vivo e o que penso

Que és João de tua eterna Maria

George Arribas

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(Poema carinhosamente dedicado a Maria Clara Barros enquanto Joãozinho ainda escondia o rostinho do mundo)

domingo, 26 de abril de 2009

Nunca Mais

Percorrendo ares, artimanhas e loucuras
Navegando valas nas manhãs das criaturas
Perseguindo sombras se atirando nas correntes
Reclamando falsas frias armadilhas de um presente
Os clarões, os dons, os sons das aventuras
Separando aguilhões nos tons das amarguras
Desistindo ávido, açoitando a dor somente
Resistindo ao tempo, insistindo um tempo mais demente

Ventos...
Outros não servem mais
Ventos de nunca mais
ventos de tanta cor

Tempo...
Outros serão de paz
Tempo querendo mais
tempo, canção e amor
George Arribas
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Breve Poema Triste


Eu me escondi num breve poema triste
Que queria ser belo como o do Quitana
Mas era cinza demais - era só drama
Choupana de tristeza, dor e pena

Das incertas esperanças veio o medo
Crescente em breves cartas revirando
Como um barco à correnteza que adernando
Entre inúteis fortalezas de um bêbado...

Eu me escondi num triste poema breve
Guardando corpo e alma no armário
Cerzindo alegria ao vestuário
E horas de vazio a mão que escreve
George Arribas
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Inútil Passagem


Hoje ela mora simplesmente
Na sombra do tempo do desejo
E não poderia jamais ser diferente
Pois o brilho de seus olhos ainda vejo
George Arribas

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Reticente Mente

A arte insólita, a solidão latente
pungentemente o coração devora

Devora, mata, fere ardentemente
e friamente finge pelo mundo afora...
Como se outrora vivesse impunemente,
inconsequente vai a Deus e chora...

E cora a rubra face já estreita
pela penumbra oculta a parte mais inóspita...
Como se outrora fosse mais perfeita,
em contrafeita volta a Deus e implora!
George Arribas
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terça-feira, 31 de março de 2009

Graça Plena

Teu povo perseguido...
Tu abriste o mar
E a terra prometida em paz pode alcançar
Senhor!
Em minha vida Tu fizeste assim
Senti em meus desertos Tua mão em mim

As tempestades e aos ventos,
Tu fizeste ouvir
A tua majestade e o poder que há em ti
Senhor !
Em minha vida Tu fizeste assim...
Ouvi a voz do Teu amor chamar por mim

Senhor!
Tua graça é plena
Senhor!
Tua graça é plena

Sinais e maravilhas sempre deixarás
Deus meu e Rei dos Reis eu sei que voltarás.
Em minha escuridão deixaste a Tua luz
E em meu lugar Senhor, Te ofereceste à cruz

Senhor!
Tu és o mesmo nunca mudarás
Os corações humildes Tu exaltarás
Senhor de minha vida eu Te quero sim
Andar por Teus caminhos Jesus, até o fim
George Arribas

segunda-feira, 30 de março de 2009

Facetas

No dia em que me viste lançaste tuas melenas
Na noite desfiaram minhas visões morenas
De dia me iludiste com vozes tão amenas
De dia tu me enganas - De noite tu me acenas

De dia só vestígio de mágoas que tu encenas
Marcando teus prodígios com lágrimas pequenas
E digo que tu miras desilusões apenas
De dia tu te esganas - De noite me condenas

De dia tu agastas
De noite tu contendas
As noites viram dias os dias mil arenas
Ainda me perguntas se avulto as tuas prendas
De dia tu te inflamas - De noite tu não lembras

Um dia enternecido mesmo que às duras penas
Levantarei meus gritos na intenção que aprendas
Que um dia teus fetiches mancharam minhas agendas
Que partas tu de dia e nunca mais que venhas...
George Arribas
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Menino do Lixo



Embalado nos braços do abandono

A cada estrela que vi eu perguntei

O meu rumo, meu destino, meu engano

O meu pecado, minha vida – onde eu errei?


E jogado aos cantos porcos, maus e imundos

Pela luz da indiferença me guiei

No lodaçal, os meus sonhos mais fecundos

e nas sarjetas da vida eu me criei.


Endurecidos corações, tamanho é o preço

que permaneço à pagar vivendo assim.

Nos açoites do mundo o meu começo,

que mais então deverá chamar-se fim?

George Arribas

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Lembrai-vos...

Lembrai-vos, ó meu senhores!

Dos cálices, dos álibis, das cores...

Dos cálidos entornados em vis licores

Das flores...

Dos segundos...

Dos primeiros...


Lembrai-vos, ó meu senhores!

Dos fortes crepúsculos dos amores

Dos fracos...

Dos rastros...

Dos rumores...

Das sombras e das luzes que se apagam...


Lembrai-vos, ó meu senhores!

George Arribas

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Modinha

Moda que avista a poeira
Avisa a primeira manhã do lugar
Moda que alisa fagueira
A dor que incendeia a fogueira que há

Moda, cantiga, fogueia
E acende a candeia do tempo de lá
Moda, modinha, trincheira...
A vida é ligeira - não dá pra esperar
George Arribas
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sexta-feira, 20 de março de 2009

Anômalo

Quando estarrecido sobre o leito...
Lembro e descubro o vulto impetuoso de meu tempo
No mesmo instante entre os meu dedos
Vem num gesto afoito o grito do sussurro
E nos meus nervos a dor que abriga todo o escuro

Quando estarrecido sobre o leito...
Recordo o verso meu anômalo
Procuro formas que se façam mais despidas
E levo mais perto ao leito as horas idas
Como vestígio desse meu malogro
George Arribas
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Oceanos...

Foi um velho sonhador que apareceu um dia...
Pousado sobre a areia que o mar entardecia
Mirava o seu olhar além do que havia
Corria em sua veia o amor - que o amor desconhecia

Beijava um beija-flor e a flor que mais queria
Indiferente a tudo que a saudade lhe sorvia
Cobria de eternidade a verdade que partia
E sorria para uma estrela quando a noite se movia

Foi um velho sonhador que um oceano ardia...
Pousado eternamente no olhar que mais sorria
Desconhecia a cor que a noite conhecia
Que não sabia a dor da dor que não sabia

Foi um velho sonhador um dia...
George Arrbas
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Última Página


Último dia
Último canto
Última hora

Último fato
Último ato
Última cor

Último manto
Último pranto
Última forma

Última cena
Último tema
Última página!

George Arribas
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Pedaços...

Quando o presente - um dia já distante...
Quero o futuro
A eternidade simplesmente...

Quero com poesias deixar minha semente
E que ele brote encantando o mundo
Assim nos dias não estarei ausente

Quando um dia surgir à minha frente
Me tomando pela mão a morte...

Peço apenas que não deixes ter chegado o fim.

Lembrando um verso...
Serei mil versos
No universo de cada pedaço de mim
George Arribas
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Teus Sinais

Melhor assim que eu não te veja
Melhor que eu não te veja nunca mais
Que eu não te veja nos caminhos que despejas
Todos meus sonhos sozinhos - nada mais...

Melhor assim e que assim seja
Porque fareja em mim todos os teus ais
Como um sem fim é ruim pra mim que tu estejas
Por perto abrindo caminhos sempre iguais

Melhor que o fim pra mim é que tu sejas
Até o fim e apenas só meus irreais
Melhor pra mim assim que o fim não vejas
Que esqueci em mim os teus sinais
George Arribas
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Segredo


Até tentei esconder o teu poema...
Te esconder no peito e tive medo
de te guardar pra sempre em meu segredo,
tudo é sem cor se o teu amor não mais me acena.

Até tentei trair o teu poema...
Fazer do adeus um riso louco de partida
fingir a dor - fingindo assim própria vida
que não queria a tristeza como cena.

Até tentei mentir o teu poema...
Te escondendo pelos meus becos e saídas
te revolvendo entre chegadas e partidas
em meus segredos, minha dor e meu dilema

Até tentei fugir do teu poema...
George Arribas
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