quinta-feira, 9 de abril de 2009

Breve Poema Triste


Eu me escondi num breve poema triste
Que queria ser belo como o do Quitana
Mas era cinza demais - era só drama
Choupana de tristeza, dor e pena

Das incertas esperanças veio o medo
Crescente em breves cartas revirando
Como um barco à correnteza que adernando
Entre inúteis fortalezas de um bêbado...

Eu me escondi num triste poema breve
Guardando corpo e alma no armário
Cerzindo alegria ao vestuário
E horas de vazio a mão que escreve
George Arribas
Posted by Picasa

20 comentários:

  1. POETA...
    BOA PÁSCOA!
    QUE DEUS TE ILUMINE CADA DIA MAIS...
    UM BEIJO EM SEU CORAÇÃO...

    Com toda emoção contida, este poema triste vai sair voando do armário, para alegrar o brilho da vida...
    E espalhar sua luz...

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  2. Poeta,
    seus poemas são violentas pancadas desferidas no peito - dói mas vale à pena !
    Interessante porque é muito triste e muito bonito ao mesmo tempo
    Parabens, bjs - Lúcia Helena(MT)

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  3. A tristeza quando declamada na forma de um poema demonstra a faceta mais bela e angustiante da arte...
    Extrair beleza da obscuridade é o dom do poeta...

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  4. Amiga Carla,
    Felizmente você nos permite comentar esta bela poesia do poeta George Arribas.

    Ele tem um blogue maravilhoso mas que não permite receber todos os comentários. Eu pelo menos não consigo deixar os meus.

    Por ventura deveria tornar o acesso mais facilitado e eu até já lhe disse por mail mas continua tudo na mesma.

    Obrigada por me permitir ler sua poesia e deixar aqui minhas impressões.

    Amei!!!

    Páscoa cheia de amêndoas, ovos ou BIS. Como queira.

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  5. Querida Tite
    Obrigadíssimo por seu comentário e puxão de orelhas também!!!
    Um beijo lindo e por favor aceite minhas desculpas por qualquer desconforto.
    Com muito carinho,
    George Arribas

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  6. POETA AMIGO...

    É UMA HONRA PARA MIM, SER MERECEDORA DE SUA LUZ POETICA E ESPIRITUAL...
    MINHAS PÁGINAS FICAM BRILHANDO COM SUA PALAVRAS ALADAS...
    UM BEIJO...
    ... ABENÇOADO POETA!

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  7. RenatoDiversidades10 de abril de 2009 18:32

    Muito bom este poema,
    parabens pelo seu blog!

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  8. Esqueça este poema amanhã, porque será um dia de Feliz Páscoa.

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  9. Belo poema! sensibilidade à flor da pele parabéns, quero mais !
    Gerci

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  10. Sônia Porto (RS) Poemas à Flor da Pele12 de abril de 2009 14:15

    Uau que espetáculo!
    Amei seu poema George!
    Soninha

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  11. Brisa Northeast (Olinda-PE)12 de abril de 2009 14:54

    Olha eu de novo!
    Maravilhada com a construção dos versos teus. Abraço!
    Brisa

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  12. Penso ser essa a primeira vez que o leio e por ter sentido a brevidade e a tristeza digo que valeu muito a leitura.
    Gostei muito do poema, principalmente por ser triste, por ser breve, por ser poema...
    Amora

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  13. Edgard Figueiroa (PT)17 de abril de 2009 22:40

    Belíssimo!
    O poema é magistral, fascinante!
    Bravo!
    Parabens!
    Ed Figueiroa

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  14. Rosa Gandine (SP)17 de abril de 2009 22:48

    Sem comentários...
    Espetacular
    Simplesmente amei...
    Obrigado!
    Meu querido amigo
    Pelo carinho e pela dedicação do Poema!
    Você é realmente um sonho de pesssoa...
    Uma linda semana pra ti!
    Grande beijo com o carinho de sempre!
    Rosa Gandine

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  15. Só o fato de mencionar Quintana, já prova o Poeta que és...
    Também estou encantada...
    Encantada não sei se seria bem a palavra para este momento, pois encantamento talvez um dia acabe... e seus Poemas sinto que serão imotais!

    Abraços e Parabéns,

    Rose Felliciano.

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  16. Excelente..
    esse blog me faz viajar em pensamentos..
    abraços

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  17. O Breve Poema Triste, surgiu à partir dessa coisa maravilhosamente escrita pela mão impecável do Mário Quintana.
    EU ESCREVI UM POEMA TRISTE
    Eu escrevi um poema triste
    E belo, apenas da sua tristeza.
    Não vem de ti essa tristeza
    Mas das mudanças do Tempo,
    Que ora nos traz esperanças
    Ora nos dá incerteza...
    Nem importa, ao velho Tempo,
    Que sejas fiel ou infiel...
    Eu fico, junto à correnteza,
    Olhando as horas tão breves...
    E das cartas que me escreves
    Faço barcos de papel!
    Mario Quintana

    A todos com imenso carinho
    George Arribas

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  18. Acima de tudo poema tristes não são esconderijos, mas antes refúgios onde o poeta revela o que lhe vai na alma, partilhando tantas vezes emoções similares.
    Um abraço luso!
    Abílio

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  19. Carla Temporão ( Lisboa)27 de setembro de 2010 08:11

    Adorei!
    o vazio "nas mãos" de um poeta... é muito difícil...
    o vazio na alma de qualquer um é tremendamente difícil...e mais vulgar do que deveria ser infelizmente...o "menos mau" disto é que nem todos se aperceberam ainda...enchem a sua vida com futilidades para preencher o vazio que ainda nem descubriram que têm!!! Para mim este estado de inconsciencia é que é verdadeiramente triste!

    Beijos

    Carla

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