
Embalado nos braços do abandono
A cada estrela que vi eu perguntei
O meu rumo, meu destino, meu engano
O meu pecado, minha vida – onde eu errei?
E jogado aos cantos porcos, maus e imundos
Pela luz da indiferença me guiei
No lodaçal, os meus sonhos mais fecundos
e nas sarjetas da vida eu me criei.
Endurecidos corações, tamanho é o preço
que permaneço à pagar vivendo assim.
Nos açoites do mundo o meu começo,
que mais então deverá chamar-se fim?
George Arribas

Poetinha
ResponderExcluirque essa tua fonte de inspiração não se esgote nunca, esse teu poema traduz o lixo do meu coração
bjs,
MT
Belas palavras para descrever algo tão triste que vemos todos os dias!
ResponderExcluirParabéns!!
Belas palavras, que triste ver nossas crianças numa situação dessas.
ResponderExcluirPoema forte...retrata objetiva, sintética e poeticamente uma triste realidade.
ResponderExcluirMando um recado de Che Guevara para o menino do lixo: "Há que endurecer-se, porém perder a ternura, jamais!" A vida açoita de diferentes maneiras, pobres, miseráveis e ricos. Pela pouca espiritualidade que possuo, entendo que estamos em constante resgate, não sei de que, por que, nem a quem. Não nos é permitido saber, nem talvez questionar, quem sabe? Só sei que penso, logo existo, sinto e amargo as realidades sociais como a que nos transmite. Sejamos otimistas e nos esforcemos por um futuro melhor para a humanidade. Difícil, mas não impossível. Texto profundo e sentimental, gostei muito!
ResponderExcluirAbraços.
Enviado por Jotaerre (Recanto das Letras)