segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Carta a Londres


Falo de mim mesmo,
como uma coisa que se esvai ao vento,
cego o meu tormento ao te lembrar morada.
Parte amada, como estás tão longe...
Ainda choro a rima leve de tua primeira poesia,
sinto o frio da saudade e a tua neve,
congelar toda alquimia...
 
Falo de mim mesmo,
alguma coisa de teu ventre, falta em minha frente, o gosto, o gelo do teu vento.
 Às vezes acordo louco à procura de teu tempo
que ficou pelas ruas de meu mundo...
George Arribas

2 comentários:

  1. Patrcía Rocha (MG)8 de novembro de 2013 11:10

    Na verdade esse poema é uma carta de amor escrita com extraordinário talento. De uma forma geral suas composições são muito profundas, aliando consistência do pensamento crítico e poético com uma belíssima métrica musical. Patrícia Rocha (MG)

    ResponderExcluir
  2. Albero Oliveira(PB)8 de novembro de 2013 11:14

    Seu talento para expressar as suas emoções é incomensurável.
    Alberto Oliveira (PB)

    ResponderExcluir

Deixe aqui o seu comentário