quarta-feira, 22 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Capibaribe

Vejo o braço encantado desse rio
na ribeira valente do regaço
na corrente primeira eu desconfio
que a saudade permeia o desenlaço
Sou levado pelo tom do desafio
a beleza mais profunda desse traço
e no embaraço do tempo já tardio
permaneço e descanso o meu cansaço
Como passos descalços desse rio
os destroços assanhados do percalço
serpenteiam cantorias e assobios
arrepios que me lançam ao seu encalço
George Arribas
na ribeira valente do regaço
na corrente primeira eu desconfio
que a saudade permeia o desenlaço
Sou levado pelo tom do desafio
a beleza mais profunda desse traço
e no embaraço do tempo já tardio
permaneço e descanso o meu cansaço
Como passos descalços desse rio
os destroços assanhados do percalço
serpenteiam cantorias e assobios
arrepios que me lançam ao seu encalço
George Arribas
terça-feira, 3 de maio de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Flávia
Como ápice de um absurdo consentido
o não existir da mais bela criação...O universo vazio e sem sentido,
sem poesia, sem cor, sem direção...
Não passaria por Deus despercebido
realçar Sua suma perfeição,não criaria, Ele, o mundo abstraído,
do colorido, da alma e da razão.
Posto que ao fim de tudo concebido,
descansou o Criador como um qualquer...Não sem antes ter tudo conferido,
e completar o triste homem com a mulher.
George Arribas
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Despedindo...
Só em meu canto permaneço e abuso
entre teu vulto, mais um gole de tristeza...
E embriago nesse sabor leve e confuso
a fantasia, a calma, a alma, o corpo, tudo !
E tudo é paz, tudo é fim nesse meu palco
onde enceno a cada hora, a cada tempo, um novo ato.
Esse é meu canto que abraça o mundo, entre a forma de teu vulto
Como se fosse irreal a despedida
George Arribas
entre teu vulto, mais um gole de tristeza...
E embriago nesse sabor leve e confuso
a fantasia, a calma, a alma, o corpo, tudo !
E tudo é paz, tudo é fim nesse meu palco
onde enceno a cada hora, a cada tempo, um novo ato.
Esse é meu canto que abraça o mundo, entre a forma de teu vulto
Como se fosse irreal a despedida
George Arribas
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Brasília
Nesse palco que me acolhe em solidão
o meu coração despido é tua companhia...
Nas cercanias e alquimias do cerrado...
Errado amor...
Tão grande amor cor de Brasília
George Arribas
o meu coração despido é tua companhia...
Nas cercanias e alquimias do cerrado...
Errado amor...
Tão grande amor cor de Brasília
George Arribas
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Meso a Meso
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Negresia
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Lembranças...
Vim de muito longe na distância
Cheio de esperança de encontrar...
Quem me olha os olhos, só lembrança !
Pensa até que é fácil não chorar
George Arribas
Quem me olha os olhos, só lembrança !
Pensa até que é fácil não chorar
George Arribas
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sorrindo...

Sorri a tua forma última, sorrateira
É o teu sinal mais forte e vigoroso...
Sorri entre os umbrais o canto mais teimoso
Te colorindo forte e a morte desespera...
Sorri como o encantado sorri com a primavera...
É finamente assim o teu mote presunçoso
Sorri em teus finais o encontro primoroso
Redescobrindo o norte onde a sorte reverbera
Sorri a derradeira espera que o teu ser deleita
Como volvendo arriba o lado mais formoso
Reescrevendo estriba o porte talentoso
Que a vida incita e a tua existência enfeita...
George Arribas
É o teu sinal mais forte e vigoroso...
Sorri entre os umbrais o canto mais teimoso
Te colorindo forte e a morte desespera...
Sorri como o encantado sorri com a primavera...
É finamente assim o teu mote presunçoso
Sorri em teus finais o encontro primoroso
Redescobrindo o norte onde a sorte reverbera
Sorri a derradeira espera que o teu ser deleita
Como volvendo arriba o lado mais formoso
Reescrevendo estriba o porte talentoso
Que a vida incita e a tua existência enfeita...
George Arribas
domingo, 6 de dezembro de 2009
Serra Talhada
Sertão de talhadas serras
Dentro de mim é teu chão
Lembranças que guardas e que encerras
Talhadas em meu coração
Sertão talhasse essas terras
Marcando assim o meu viver
Aonde eu for vais comigo
E aonde eu for és meu ser
Talhasse serras douradas
Que embaçam a minha visão
No rastro das tuas toadas
de sol, de luar e sertão
George Arribas
Dentro de mim é teu chão
Lembranças que guardas e que encerras
Talhadas em meu coração
Sertão talhasse essas terras
Marcando assim o meu viver
Aonde eu for vais comigo
E aonde eu for és meu ser
Talhasse serras douradas
Que embaçam a minha visão
No rastro das tuas toadas
de sol, de luar e sertão
George Arribas
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Meus Olhos
Meus olhos aquietam a minha alma
Despindo-me por onde vou
Infantes vão entre as calles
Incautos por entre a dor
Meus olhos e minhas lembranças
Bordados de mundos que eu vi
Porções preciosas de tempo
Que em tantos portos perdi
Segui olhos cegos e insanos
Presas tão fáceis dos meus
Cruéis servis dos enganos
Nas armadilhas do adeus
George Arribas
Despindo-me por onde vou
Infantes vão entre as calles
Incautos por entre a dor
Meus olhos e minhas lembranças
Bordados de mundos que eu vi
Porções preciosas de tempo
Que em tantos portos perdi
Segui olhos cegos e insanos
Presas tão fáceis dos meus
Cruéis servis dos enganos
Nas armadilhas do adeus
George Arribas
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Moinhos...
Partindo ágil a criativa pena...
Encena a régia sorte fria da quimera
Deslizando suave vai e encontra a primavera
Ouvindo a lua entardecendo uma canção
O coração reflete a luz que abriga a ansiosa espera...
Revela ao dia o que a noite não revela
Entre os ventos e moinhos da razão
George Arribas
Encena a régia sorte fria da quimera
Deslizando suave vai e encontra a primavera
Ouvindo a lua entardecendo uma canção
O coração reflete a luz que abriga a ansiosa espera...
Revela ao dia o que a noite não revela
Entre os ventos e moinhos da razão
George Arribas
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A Dona da Aldeia
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Minhas Calçadas

Volto as minhas instâncias juntando pedaços de mim
como quem volta às lembranças guardadas até o fim.
Marcas manchadas de tempo pelas calçadas lancei
imagens demais preciosas pelas distâncias que andei...
E ainda que bem fizesse no entardecer da idade
a minha prima vontade, querendo o que mais queria...
Eu beberia saudade na taça da eternidade
sabendo que a mocidade com o vento então voaria...
E acordaria mais tarde ouvindo meu grito covarde
no tempo da dor tardia...
George Arribas
como quem volta às lembranças guardadas até o fim.
Marcas manchadas de tempo pelas calçadas lancei
imagens demais preciosas pelas distâncias que andei...
E ainda que bem fizesse no entardecer da idade
a minha prima vontade, querendo o que mais queria...
Eu beberia saudade na taça da eternidade
sabendo que a mocidade com o vento então voaria...
E acordaria mais tarde ouvindo meu grito covarde
no tempo da dor tardia...
George Arribas
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Amigos e Poetas
Quando verdadeiros,amigos e poetas são raros e valiosos
Amigos tornam-se amigos apesar das semelhanças e diferenças
pensamentos e ideais...
Amigos tornam-se amigos pela liga invisível e indivisível do amor.
Poetas emolduram com palavras o quadro da vida,
eternizando a tela efêmera da existência humana.
Poetas e amigos são vértices que se unem para conjugar
os versos da emoção do existir no modo presente, futuro
e eternamente...
George Arribas
sábado, 25 de julho de 2009
Poema do Engano
Que poema é esse que se escreveu em mim,
riscando em mim o sentimento meu...
Cruzando o meu entendimento e assim
me decompondo diante do que nunca leu
Que poema é esse que se esqueceu em mim,
que esqueceu do fim e que partiu ateu...
Poema meu que me ardeu em mim
encruzilhando em mim, me reescrevendo seu
Poema meu que me enganou de mim...
George Arribas
riscando em mim o sentimento meu...
Cruzando o meu entendimento e assim
me decompondo diante do que nunca leu
Que poema é esse que se esqueceu em mim,
que esqueceu do fim e que partiu ateu...
Poema meu que me ardeu em mim
encruzilhando em mim, me reescrevendo seu
Poema meu que me enganou de mim...
George Arribas
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Boneca de Pano
Tu permitias a desvalida estupidez
De insensatez te costurei pelos meus anos
Traçando enganos em versos insanos meus - talvez...
E eu te seguia e tu me vias sem teus panos
Que desfilavam insistindo a tua tez
Como freguês da dor talvez eu te rasgava
Me premiando como um engano teu sem vez
George Arribas
De insensatez te costurei pelos meus anos
Traçando enganos em versos insanos meus - talvez...
E eu te seguia e tu me vias sem teus panos
Que desfilavam insistindo a tua tez
Como freguês da dor talvez eu te rasgava
Me premiando como um engano teu sem vez
George Arribas
domingo, 28 de junho de 2009
Continuarei...
Como um mote contínuo...
Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança...
Continuarei a amar, ainda que todos destilem ódio...
Continuarei a construir, ainda que os outros tudo destruam...
Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de muitas guerras...
Continuarei como luz, mesmo que tudo se faça escuridão...
Continuarei a semear, ainda que todos pisem na colheita...
E continuarei a gritar, ainda que todos se calem, para desenhar sorrisos nas faces
marcadas pelas lágrimas da agonia.
E transmitirei alívio, aonde quer que eu veja a dor...
E oferecerei motivos de alegria, mesmo que só existam razões para tristeza...
Convidarei a caminhar todos aqueles que já decidiram sair da caminhada...
E levantarei os braços daqueles que já exaustos da vida que se sentirem...
Continuarei assim...
- Porque sei que no meio da desolação sempre haverá alguém que olhará esperançada, querendo algo de mim...
- Porque sei que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto, crescerá uma planta forte como o vento e bela como a manhã...
- Porque sei que sempre haverá um pássaro que irá cantar, uma criança que irá sorrir e uma borboleta que brindará a beleza da liberdade com a sua presença...
Porém...
Se algum dia vires que eu já não caminho ou não sorrio mais como antes...
Se algum dia vires que diante das coisas eu simplesmente olho e calo - aproxima-te de mim apenas.
Saber da tua presença fará sorrir a minha alma...
Dá-me um beijo, um abraço e oferece-me um sorriso, isso será o bastante, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.
Mas um gesto teu...
Um gesto teu será suficiente para me levar de volta ao meu caminho...
Disso tu nunca esqueças!
Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança...
Continuarei a amar, ainda que todos destilem ódio...
Continuarei a construir, ainda que os outros tudo destruam...
Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de muitas guerras...
Continuarei como luz, mesmo que tudo se faça escuridão...
Continuarei a semear, ainda que todos pisem na colheita...
E continuarei a gritar, ainda que todos se calem, para desenhar sorrisos nas faces
marcadas pelas lágrimas da agonia.
E transmitirei alívio, aonde quer que eu veja a dor...
E oferecerei motivos de alegria, mesmo que só existam razões para tristeza...
Convidarei a caminhar todos aqueles que já decidiram sair da caminhada...
E levantarei os braços daqueles que já exaustos da vida que se sentirem...
Continuarei assim...
- Porque sei que no meio da desolação sempre haverá alguém que olhará esperançada, querendo algo de mim...
- Porque sei que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto, crescerá uma planta forte como o vento e bela como a manhã...
- Porque sei que sempre haverá um pássaro que irá cantar, uma criança que irá sorrir e uma borboleta que brindará a beleza da liberdade com a sua presença...
Porém...
Se algum dia vires que eu já não caminho ou não sorrio mais como antes...
Se algum dia vires que diante das coisas eu simplesmente olho e calo - aproxima-te de mim apenas.
Saber da tua presença fará sorrir a minha alma...
Dá-me um beijo, um abraço e oferece-me um sorriso, isso será o bastante, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.
Mas um gesto teu...
Um gesto teu será suficiente para me levar de volta ao meu caminho...
Disso tu nunca esqueças!
George Arribas
(texto adaptado)
sábado, 20 de junho de 2009
Morrer é Preciso
Ao contrário do que pensou e cantou o poeta Antonio Maria, navegar é preciso - morrer também é preciso.
Nós ligamos a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um grande erro.
Existem outros tipos de morte e para que possamos viver é preciso que muitas mortes ocorram diariamente.
A morte é uma transformação!
Sem a morte da semente é impossível existir a planta.
De igual forma impossível o embrião existir sem a morte do óvulo e do esperma.
E o que dizer da borboleta sem a morte da lagarta?
A morte é o ponto de partida para o início de algo novo - a fronteira definitiva entre duas realidades - passado e futuro.
Quer ter um bom relacionamento?
Mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.
Que morra a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo, aproveite e mate também a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.
O processo de evolução existencial exige que à medida do crescimento interior haja o esvaziamento e morte do "eu" passado – foi o que ensinou Jesus de Nazaré – é preciso que o homem esvazie-se de si mesmo.
E qual o risco que se corre agindo diferente?
O risco é imaginar ser possível ‘viver’ duas pessoas simultaneamente.
Muitos ficam estagnados e não evoluem. porque permanecem presos a coisas e fatos passados e não se projetam e não projetam coisas para o que serão ou desejam ser. Muitas pessoas são profundamente infelizes porque vivem algemadas ao calendário, vivem trazendo o passado para o presente inviabilizando o futuro.
Muitos querem uma nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam e então acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, tornam-se adultos profundamente infantilizados.
Existe uma criança dentro de nós e a grande virtude é amadurecer, mantendo as virtudes dessa criança.
Podemos e precisamos agir com a pureza e a docilidade da criança porque são imprescindíveis para a saúde mental; a brincadeira, o sorriso fácil, a vitalidade, a criatividade, a tolerância, a desimportância da razão em relação do ser feliz.
Ser adulto é deixar morrer os arroubos emocionais juvenis, sem arranhar a criança que enche a vida de vida e se manifesta na incandescente alegria dos olhos - janelas d´ alma.
O próprio Deus em Cristo Jesus assegura que se os teus olhos forem bons que grande luz emanará de teu corpo !
Para ser alguém melhor é preciso que muitas mortes aconteçam!
Para ser um melhor pai/ mãe, amigo/amiga, irmão/irmã, mestre, governante, cidadão/cidadã, sacerdote/líder – é preciso que morra o velho egocêntrico egoísta, que maquia e mascara as relações interpessoais.
Nunca somos o que dizemos e nunca dizemos o que somos.
É preciso que morra o impostor que vive em nós, porque o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem.
Assim, seja a nossa ‘língua’ como a pena de um habilidoso escritor e que nossa linguagem seja sim sim e não não – porque o que passa disso vem do maligno!
O renascer em Cristo é isso - encontrá-lo e seguí-lo, deixando morrer o velho homem para o mundo.
Essa é a morte que gera vida em abundância.
Pense sempre que hoje é só o começo de tudo e que o algo errado ainda está em tempo de ser mudado.
O resto de nossas vidas, de certa forma, ainda está em nossas mãos!
Nós ligamos a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um grande erro.
Existem outros tipos de morte e para que possamos viver é preciso que muitas mortes ocorram diariamente.
A morte é uma transformação!
Sem a morte da semente é impossível existir a planta.
De igual forma impossível o embrião existir sem a morte do óvulo e do esperma.
E o que dizer da borboleta sem a morte da lagarta?
A morte é o ponto de partida para o início de algo novo - a fronteira definitiva entre duas realidades - passado e futuro.
Quer ter um bom relacionamento?
Mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.
Que morra a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo, aproveite e mate também a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.
O processo de evolução existencial exige que à medida do crescimento interior haja o esvaziamento e morte do "eu" passado – foi o que ensinou Jesus de Nazaré – é preciso que o homem esvazie-se de si mesmo.
E qual o risco que se corre agindo diferente?
O risco é imaginar ser possível ‘viver’ duas pessoas simultaneamente.
Muitos ficam estagnados e não evoluem. porque permanecem presos a coisas e fatos passados e não se projetam e não projetam coisas para o que serão ou desejam ser. Muitas pessoas são profundamente infelizes porque vivem algemadas ao calendário, vivem trazendo o passado para o presente inviabilizando o futuro.
Muitos querem uma nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam e então acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, tornam-se adultos profundamente infantilizados.
Existe uma criança dentro de nós e a grande virtude é amadurecer, mantendo as virtudes dessa criança.
Podemos e precisamos agir com a pureza e a docilidade da criança porque são imprescindíveis para a saúde mental; a brincadeira, o sorriso fácil, a vitalidade, a criatividade, a tolerância, a desimportância da razão em relação do ser feliz.
Ser adulto é deixar morrer os arroubos emocionais juvenis, sem arranhar a criança que enche a vida de vida e se manifesta na incandescente alegria dos olhos - janelas d´ alma.
O próprio Deus em Cristo Jesus assegura que se os teus olhos forem bons que grande luz emanará de teu corpo !
Para ser alguém melhor é preciso que muitas mortes aconteçam!
Para ser um melhor pai/ mãe, amigo/amiga, irmão/irmã, mestre, governante, cidadão/cidadã, sacerdote/líder – é preciso que morra o velho egocêntrico egoísta, que maquia e mascara as relações interpessoais.
Nunca somos o que dizemos e nunca dizemos o que somos.
É preciso que morra o impostor que vive em nós, porque o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem.
Assim, seja a nossa ‘língua’ como a pena de um habilidoso escritor e que nossa linguagem seja sim sim e não não – porque o que passa disso vem do maligno!
O renascer em Cristo é isso - encontrá-lo e seguí-lo, deixando morrer o velho homem para o mundo.
Essa é a morte que gera vida em abundância.
Pense sempre que hoje é só o começo de tudo e que o algo errado ainda está em tempo de ser mudado.
O resto de nossas vidas, de certa forma, ainda está em nossas mãos!
George Arribas
(textos adptados)
(textos adptados)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ser poeta é...
Alma Perfumada
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta,
de sol quando acorda, de flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro e a vida fica com a cara
que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus,
de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem
e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa
e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas,
pode ser abril, mas parece manhã de Natal
do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus
acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.
Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.
Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro e que a atração
que realmente nos move não passa só pelo corpo,
corre em outra veia e pulsa em outro lugar.
Ao lado delas,
a gente lembra que no instante
em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado e a gente ri grande
que nem menino arteiro.
Tem gente, COMO VOCÊ,
que nem percebe como tem a alma perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus. "
***
O poema e a música do vídeo forma presentes
que eu recebi de pessoas que têm a alma perfumada,
com o mesmo aroma de Deus !
É bom saber que elas estão sempre ao lado,
porqque sem elas o meu mundo ficaria um tanto sem graça...
George Arribas
segunda-feira, 4 de maio de 2009
João e Maria
Caminhas comigo no ventre,
Te vejo em minhas visões
De amor fecundo e pungente
Em mim batem dois corações
Que pulsarão para sempre
Com a face do amor que querias
No instante de tua semente
Até o final dos meus dias
E quando chegares chorando,
Abrindo as janelas do mundo
Sentindo o amor te tocando
Tão doce, singelo e profundo
Sentirás que a ti eu pertenço
Que pertences a minha alegria
Que és tudo o que eu vivo e o que penso
Que és João de tua eterna Maria
George Arribas
domingo, 26 de abril de 2009
Nunca Mais
Percorrendo ares, artimanhas e loucuras
Navegando valas nas manhãs das criaturas
Perseguindo sombras se atirando nas correntes
Reclamando falsas frias armadilhas de um presente
Navegando valas nas manhãs das criaturas
Perseguindo sombras se atirando nas correntes
Reclamando falsas frias armadilhas de um presente
Os clarões, os dons, os sons das aventuras
Separando aguilhões nos tons das amarguras
Desistindo ávido, açoitando a dor somente
Resistindo ao tempo, insistindo um tempo mais demente
Ventos...
Outros não servem mais
Ventos de nunca mais
ventos de tanta cor
Tempo...
Outros serão de paz
Tempo querendo mais
tempo, canção e amor
George Arribas
Separando aguilhões nos tons das amarguras
Desistindo ávido, açoitando a dor somente
Resistindo ao tempo, insistindo um tempo mais demente
Ventos...
Outros não servem mais
Ventos de nunca mais
ventos de tanta cor
Tempo...
Outros serão de paz
Tempo querendo mais
tempo, canção e amor
George Arribas
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Breve Poema Triste
Eu me escondi num breve poema triste
Que queria ser belo como o do Quitana
Mas era cinza demais - era só drama
Choupana de tristeza, dor e pena
Das incertas esperanças veio o medo
Crescente em breves cartas revirando
Como um barco à correnteza que adernando
Entre inúteis fortalezas de um bêbado...
Eu me escondi num triste poema breve
Guardando corpo e alma no armário
Cerzindo alegria ao vestuário
E horas de vazio a mão que escreve
George Arribas

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Inútil Passagem
Reticente Mente
A arte insólita, a solidão latente
pungentemente o coração devora
Devora, mata, fere ardentemente
e friamente finge pelo mundo afora...
Como se outrora vivesse impunemente,
inconsequente vai a Deus e chora...
E cora a rubra face já estreita
pela penumbra oculta a parte mais inóspita...
Como se outrora fosse mais perfeita,
em contrafeita volta a Deus e implora!
George Arribas
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